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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Oa papeis da minha vida...

Uma vez, penso que escrevi algo sobre vários papeis que cada um de nós tem durante a vida.
Nesta vida já fiz o papel de filha, mãe, irmã, amiga, namorada, tia, educadora, amante, colega, neta, esposa, mulher...
No papel de filha, fui muito meiga, depois tive maus momentos como todas as filhas têm, mas agora tento fazer bem melhor este papel...a ternura vem aos poucos. No papel de mãe, estou em constante aprendizagem com os meus filhos e tento seguir o bom exemplo que tive, passando valores que ficam para a vida.Tentando sempre ser o melhor que consigo, apesar de às vezes não ser nada fácil. No papel de irmã...sempre fui muito melga e cola com a minha irmã mais velha e super-protectora com a minha irmã mais nova. Agora sou um pouco desligada mas somos muito unidas e elas são as minhas melhores conselheiras. No papel de amiga sempre me entreguei muito à espera de receber o mesmo....agora sei que quando dou, não posso esperar receber igual, pois cada um dá o que consegue em cada momento. Mas fiz bons amigos nestes meus 36 anos...uns ainda perduram, outros duraram o que tinham de durar, nem mais , nem menos. No papel de namorada sempre interpretei uma personagem insegura, ciumenta, possessiva, controladora, apaixonada e infiel...agora vendo as coisas com olhos mais maduros, mais sábios, mais serenos, interpretaria um papel bem diferente. Este papel de tia, só o tenho há pouco mais de um ano...ainda é cedo para avaliar, mas sei que quero estar mais presente na vida do meu sobrinho, pode ser que em breve. No papel de Educadora, sempre fui muito exigente, esforçando-me ao máximo para respeitar a individualidade de cada criança. E por causa da responsabilidade que esta profissão tem, não me importo de estar afastada há uns tempos dela. No papel de amante fui breve, intensa e apaixonada...e um pouco ansiosa (que não é uma boa qualidade para este papel). No papel de colega fui boa, simpática e prestável para os que gostava e indiferente para os que não gostava ou discordava das suas condutas. Hoje sou bem mais tolerante. No papel de neta, sempre fui brincalhona e marota mas tenho a sensação que podia ter feito muito melhor....não sei se é pela minha avó já ter falecido/morrido/desencarnado, mas é isto que sinto. Este papel de esposa sempre foi menosprezado por mim...não lhe dando o devido valor. Hoje descobri que ser esposa de alguém requer muito trabalho...um trabalho contínuo de paciência, tolerância, mimos, compreensão, atenção. E eu não sou muito boa neste papel, nem nunca fui. desisto facilmente. Admito.Se calhar é por isso que detesto esta palavra de ESPOSA. O papel de mulher até há pouco tempo para mim não existia...via-me como uma jovem mãe. Agora sei que sou uma mulher que sozinha tenho que aumentar a minha auto-estima e aprender a ser coerente com aquilo que acredito, que sinto, que desejo. E acima de tudo continuar a ser verdadeira com o meu ser. O mais engraçado é que estas descrições de todos estes papeis fazem parte de mim , do meu EU.

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